GUIA
DE FALÁCIAS
LÓGICAS DO STEPHEN
de Stephen Downes
Leia também: Lógica & Falácias
As falácias lógicas são erros de raciocínio ou de argumentação, erros que podem ser reconhecidos e corrigidos por pensadores prudentes. Este ensaio lista e descreve todas as falácias lógicas conhecidas.
O propósito deste ensaio é assegurar que a informação sobre as falácias lógicas estará livremente disponível. Para assegurar que esta informação permaneça gratuitamente acessível, este ensaio e o seu conteúdo são protegidos por direitos autorais.
O ponto central de um argumento é expor razões que sirvam de suporte para alguma conclusão. Um argumento comete uma falácia quando as razões apresentadas, de fato, não sustentam a conclusão.
Como usar este Guia
As falácias estão agrupadas em categorias de quatro a seis falácias cada. Este agrupamento é um tanto quanto arbitrário e foi feito apenas por pura conveniência.
Cada falácia é descrita no seguinte formato:
Nome: o nome pelo qual a falácia é geralmente conhecida
Definição: a falácia é definida
Examplos: são dados exemplos da falácia
Prova:
os passos necessários para provar que foi cometida uma
falácia
Nota:
Por favor, fique ciente que este guia está em construção
e, portanto, não deve ser tomado como completo de modo algum.
Lista de Falácias
Falso Dilema: são dadas duas alternativas quando de fato há três ou mais
Apelo à Ignorância: conclui-se que uma proposição é falsa (ou verdadeira) porque não se sabe se é verdadeira (ou falsa)
Declive Escorregadio: conseqüências cada vez mais inaceitáveis são derivadas em série
Pergunta Complexa: duas proposições são ligadas no que aparenta ser uma só pergunta.
Apelo a Motivos em Vez de Razões
Apelo à Força: o ouvinte é persuadido a concordar pela força
Apelo à Piedade: apela-se à compaixão ou simpatia do ouvinte
Conseqüências: o ouvinte é prevenido contra conseqüências inaceitáveis
Linguagem Preconceituosa: associam-se valores morais positivos à causa defendida pelo autor
Apelo ao Povo: defende-se que uma proposição é verdadeira porque segundo a maioria da população ela é verdadeira
-
(1) ataque ao caráter da pessoa
(2) referem-se circunstâncias relativas à pessoa
(3) invoca-se o fato da pessoa não praticar o que diz
-
(1) a autoridade não é um perito no campo em questão
(2) não há acordo entre os peritos do campo em questão
(3) a autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério - porque estava brincando, estava bêbada, etc.
Autoridade Anônima: a autoridade em questão não é declarada
Estilo Sem Substância: sente-se que o modo como o argumento (ou o argumentador) é apresentado afeta a verdade da conclusão
Generalização Precipitada: a amostra é demasiado pequena para apoiar uma generalização indutiva sobre o domínio em questão
Amostra Não Representativa: a amostra não é representativa do domínio em questão
Falsa Analogia: desprezam-se diferenças relevantes entre os objetos ou acontecimentos comparados
Indução Preguiçosa: nega-se, apesar dos indícios favoráveis, a conclusão de um forte argumento indutivo
Falácia de Omissão: não é considerada toda a informação relevante que devia pesar na conclusão de um forte argumento indutivo
Falácias Envolvendo Silogismos Estatísticos
Acidente: uma generalização é feita quando as circunstâncias sugerem que deve haver exceções
Inversa do Acidente : generaliza-se o que apenas devia ser tomado como exceção
Post Hoc: pelo fato de algo acontecer após outra coisa pensa-se que a coisa causa a algo em questão
Efeito Conjunto: conclui-se que uma coisa é causa de outra coisa quando, de fato, ambas as coisas são o efeito conjunto de uma causa subjacente
Insignificância: conclui-se que uam coisa é causa de algo, mas apesar de também o ser, é insignificante quando comparada com outras causas deste algo
Direção Errada ou Contramão: a relação entre causa e efeito é invertida
Causa Complexa: a causa identificada é apenas uma parte da totalidade da causa do efeito
Petição de Princípio: a verdade da conclusão já estava presumida nas premissas
Conclusão Irrelevante: um argumento apresentado para defender uma conclusão prova, em vez disso, outra conclusão
Espantalho: o autor ataca um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor
Equívoco: o mesmo termo é usado em dois sentidos diferentes
Anfibologia: a estrutura de uma frase permite duas interpretações diferentes
Ênfase: a ênfase numa palavra sugere um sentido diferente daquele que de fato é enunciado
Composição: como os atributos das partes de um todo têm certa propriedade, argumenta-se que o todo tem esta propriedade
Divisão: como o todo tem uma certa propriedade, argumenta-se que as partes têm essa propriedade
Afirmação do Conseqüente: qualquer argumento na seguinte forma: Se A então B, B, portanto A
Negação do Antecedente: qualquer argumento na seguinte forma: Se A então B, Não A, portanto Não B
Inconsistência: o argumentador usa premissas que não podem ser simultaneamente verdadeiras
Falácia dos Quatro Termos: um silogismo possui quatro termos
Meio Não Distrubuido: diz-se que duas categorias separadas estão ligadas porque elas compartilham uma propriedade em comum
Ilícito Maior: o predicado da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no predicado
Ilícito Menor: o sujeito da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no sujeito
Falácia de Premissas Exclusivas: um silogismo possui duas premissas negativas
Falácia de Criar uma Conclusão Afirmativa de uma Premissa Negativa: como o nome já diz
Falácia Existencial: uma conclusão em particular é criada de premissas universais
Inventando Fatos: o fenômeno que se pretende explicar não existe
Torcendo os Fatos: a evidência para o fenômeno que está sendo explicado é tendenciosa
Irrefutabilidade: a teoria usada para explicar algo não pode ser testada
Âmbito Limitado: a teoria só pode explicar uma coisa
Profundidade Limitada: a teoria explicativa não apela a causas subjacentes
Demasiado Ampla: a definição inclui mais do que devia incluir
Demasiado Restrita: a definição não abrange tudo o que devia abranger
Falta de Clareza: a definição é mais difícil de entender do que a palavra ou conceito que está sendo definido
Circularidade: a definição inclui o termo que está sendo defido como parte da definição
Condições Conflitantes: a definição é auto-contraditória
Disjunção ( ou )
Negação ( não )
Condicional ( se-então )
Conjunção ( e )
Bicondicional ( se-e-apenas-se )
Falácias de Dispersão Lista
Cada uma destas falácias caracteriza-se pelo uso ilegítimo de um operador lógico, uso que desvia a atenção do auditório da da falsidade de uma certa proposição. Falácias de dispersão:
Falso Dilema (mau uso operador "ou")
Apelo à Ignorância (mau uso operador "não")
Derrapagem (mau uso operador "se - então")
Pergunta Complexa (mau uso operador "e")
Falso Dilema Lista
Definição:
É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de fato há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador "ou".
Pôr as questões ou opiniões em termos de "ou sim ou não" gera, com frequência (mas nem sempre), esta falácia.
Exemplos:
(i)
Estás por mim ou contra mim.
(ii) América: ama-a ou
deixa-a.
(iii) Ou suportas Meech Lake ou o Quebec separa-se.
(iv)
Uma pessoa ou é boa ou é má.
Prova:
Identifique as opções dadas e mostre (de preferência com um exemplo) que há pelo menos uma opção adicional.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 136
Apelo à Ignorância (argumentum ad ignorantiam) Lista
Definição:
Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro. (Isto é um caso especial do falso dilema, já que assume que todas as proposições têm de ser actualmente conhecidas como sendo verdadeiras ou falsas). Mas, como Davis escreve, "A falta de prova não é uma prova." (p. 59)
Exemplos:
(i)
Já que você não pode provar que fantasmas não
existem, eles existem sim.
(ii) Já que os cientistas não
podem provar que acontecerá o aquecimento global, ele
provavelmente não ocorrerá.
(iii) Fred disse que era
mais esperto do que Jill, mas não o provou. Portanto, isso
deve ser falso.
Prova:
Identifique a proposição em questão. Argumente que ela pode ser verdadeira (ou falsa) mesmo que, por enquanto, não o saibamos.
Referências:
Copi e Cohen: 93, Davis: 59
Declive Escorregadio (Derrapagem) Lista
Definição:
Para mostrar que uma proposição P é inaceitável, extraiem-se conseqüências inaceitáveis de P e conseqüências das conseqüências... O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos "se-então" que constituem o todo do argumento.
Exemplos:
(i)
Se aprovamos leis contra as armas automáticas, não
demorará muito até aprovarmos leis contra todas as
armas, e então começaremos a restringir todos os nossos
direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário.
Portanto não devemos banir as armas automáticas.
(ii)
Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é
difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o
teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires
para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
(iii)
Se eu abrir uma excepção para ti, terei de abrir
excepções para todos.
Prova:
Identifique a proposição, P, que está a ser refutada e identifique o evento final, Q, da série de eventos. Depois mostre que este evento final, Q, não tem de ocorrer como conseqüência de P.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 137
Pergunta Complexa Lista
Definição:
Dois tópicos sem relação, ou de relação duvidosa, são conjugados e tratados como sendo uma única proposição. Pretende-se que o auditório aceite ou rejeite ambas quando, de fato, uma pode ser aceitável e a outra não. Trata-se de um uso abusivo do operador "e".
Exemplos:
(i)
Deves apoiar a educação familiar e o Direito, dado por
Deus, de os pais educarem os filhos de acordo com as suas
crenças.
(ii) Apoias a liberdade e o direito de andar
armado?
(iii) Já deixaste de fazer vendas ilegais? (São
duas questões: já cometeste ilegalidades? Já te
deixaste disso?)
Prova:
Identifique as duas proposições conectadas e mostre que acreditar numa não implica acreditar na outra.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 86, Copi e Cohen: 96
Apelo a Motivos Em Vez de Razões Lista
As falácias desta seção têm em comum o fato de apelarem a emoções ou a outros fatores psicológicos. Não avançam razões para apoiar a conclusão.
As seguintes falácias são apelos a motivos:
Apelo
à Força
Apelo
à Piedade
Apelo
às Conseqüências
Linguagem
Preconceituosa
Apelo
ao Povo
Apelo à Força (argumentum ad baculum) Lista
Definição:
O auditório é informado de que conseqüências desagradáveis se seguirão à discordância com o autor.
Exemplos:
(i)
É melhor admitires que a nova orientação da
empresa é a melhor -- se pretendes manter o emprego.
(ii) A
NAFTA é um erro! E se não votares contra a NAFTA então
te votaremos para fora do escritório.
Prova:
Identifique a ameaça e a proposição. Argumente que a ameaça não tem relação com a verdade ou a falsidade da proposição.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 151, Copi e Cohen: 103
Apelo à Piedade (argumentum ad misercordiam) Lista
Definição:
Pede-se a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do Autor.
Exemplos:
(i)
Como pode dizer que eu reprovo? Eu estava mais perto da positiva e,
além disso, estudei 16 horas por dia.
(ii) Esperamos que
aceite as nossas recomendações. Passámos os
últimos três meses a trabalhar desalmadamente nesse
relatório.
Prova:
Identifique a proposição e o apelo à autoridade e argumente que o estado lastimoso do argumentador nada tem a ver com a verdade da proposição.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 151, Copi e Cohen: 103, Davis: 82
Apelo às Conseqüências (argumentum ad consequentiam) Lista
Definição:
O argumentador, para “mostrar” que uma crença é falsa, aponta conseqüências desagradáveis que advirão da sua defesa.
Exemplos:
(i)
Não podes aceitar que a teoria da evolução é
verdadeira, porque se ela fosse verdadeira não éramos
melhores que os macacos.
(ii) Deve acreditar em Deus, porque de
outro modo a vida não teria sentido. (Talvez. Mas também
é possível dizer que, como a vida não tem
sentido, Deus não existe.)
Prova:
Identifique as conseqüências e argumente que a realidade não tem de se adaptar aos nossos desejos.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 100, Davis: 63
Linguagem Preconceituosa Lista
Definição:
Termos carregados e emotivos são usados para ligar valores morais à crença na verdade da proposição.
Exemplos:
(i)
Os portugueses bem intencionados estão de acordo em
plebiscitar a pena de morte.
(ii) Pessoas razoáveis
concordarão com a nossa política fiscal.
(iii) O
primeiro ministro pretende que as novas taxas de juro ajudarão
a diminuir o déficit. (O uso de "pretende" sugere
que o primeiro ministro está errado.)
(iv) Os burocratas do
Parlamento resistem às leis de defesa do património.
(Compare com: "Os parlamentares rejeitaram a proposta de lei de
defesa do património.")
Prova:
Identifique os termos preconceituosos usados: (p. ex.:. "portugueses bem intencionados" ou "Pessoas razoáveis"). Mostre que discordar da conclusão não é suficiente para dizer que a pessoa é "mal intencionada" ou "pouco razoável".
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 153, Davis: 62
Apelo ao Povo (argumentum ad populum) Lista
Definição:
Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como verdadeira por algum sector representativo da população. Esta falácia é, por vezes, chamada "Apelo à emoção" porque os apelos emocionais pretendem atingir, muitas vezes, a população como um todo.
Exemplos:
(i)
Se você fosse bela poderia viver como nós, então
compre também Buty-EZ e torne-se bela. (Aqui apela-se às
"pessoas bonitas")
(ii) As sondagens sugerem que os
liberais vão ter a maioria no parlamento, também deves
votar neles.
(iii) Toda a gente sabe que a Terra é plana.
Então porque insistes nas tuas excêntricas teorias?
Referências:
Copi e Cohen: 103, Davis: 62
Fugir ao Assunto Lista
As falácias desta seção fogem ao assunto, discutindo a pessoa que avançou um argumento em vez de discutir razões para aceitar ou não aceitar a conclusão. Em algumas ocasiões é aceitável citar autoridades, (por exemplo, citar o médico para justificar ouso de um medicamento) quase nunca é apropriado discutir a pessoa em vez dos seus argumentos.
As falácias discutidas nesta seção são:
Ataques
Pessoais
Apelo
à Autoridade
Autoridade
Anónima
Estilo
sem Substância
Ataques Pessoais (argumentum ad hominem) Lista
Definição:
Ataca-se pessoa que apresentou um argumento e não o argumento que apresentou. A falácia ad hominem assume muitas formas. Ataca, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a raça ou a religião da pessoa. Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa, por ter algo tem algo a ganhar com o argumento, é movida pelo interesse. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias.
Há três formas maiores da
falácia ad
hominem:
(1) ad hominem
(abusivo): em vez de atacar uma afirmação, o argumento
ataca pessoa que a proferiu.
(2) ad hominem (circunstancial): em
vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as
circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas
circunstâncias.
(3) ad hominem (tu quoque): esta forma de
ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não
pratica o que diz.
Exemplos:
(i)
Podes dizer que Deus não existe mas estás apenas
seguindo a moda. (ad hominem abusivo)
(ii) É natural que o
ministro digas que essa política fiscal é boa porque
ele não será atingido por ela. (ad hominem
circunstancial)
(iii) Podemos passar por alto as afirmações
de Simplício porque ele é patrocinado pela indústria
da madeira. (ad hominem circunstancial)
(iv) Dizes que eu não
devo beber, mas não estás sóbrio faz mais de um
ano. (tu quoque)
Prova:
Identifique o ataque e mostre que o carácter ou as circunstâncias da pessoa nada tem a ver com a verdade ou falsidade da proposição defendida.
Referências:
Barker: 166, Cedarblom e Paulsen: 155, Copi e Cohen: 97, Davis: 80
Apelo à Autoridade (argumentum ad verecundiam) Lista
Definição:
Ainda
que às vezes seja apropriado citar uma autoridade para
suportar uma opinião, a maioria das vezes não o é.
O apelo à autoridade é especialmente impróprio
se:
(i) a pessoa não está qualificada para ter uma
opinião de perito no assunto.
(ii) não há
acordo entre os peritos do campo em questão.
(iii) a
autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério
- porque estava brincar, estava ébria ou por qualquer outro
motivo.
Uma variante da falácia do apelo à autoridade é o "ouvi dizer" ou "diz-se que". Um argumento por "ouvir dizer" é um argumento que depende de fontes em segunda ou terceira mão.
Exemplos:
(i)
O famoso psicólogo Dr. Frasier Crane recomenda-lhe que compre
o último modelo de carro da Skoda.
(ii) O economista John
Kenneth Galbraith defende que uma apertada política económica
é a melhor cura para a recessão. (Apesar de Galbraith
ser um perito, nem todos os economistas estão de acordo nesta
questão.)
(iii) Encaminhamo-nos para uma guerra nuclear. A
semana passada Ronald Reagan disse que começaríamos a
bombardear a Rússia em menos de cinco minutos. (Claro
que o disse por piada durante o teste do microfone)
(iv) My friend
heard on the news the other day that Canada will declare war on
Serbia. (This is a case of hearsay; in fact, the reporter said that
Canada would not declare war.)
(v) The Ottawa Citizen reported
that sales were up 5.9 percent this year. (This is hearsay; we are
not n a position to check the Citizen's sources.)
Prova:
Mostre uma de duas coisas (ou ambas): (i) a pessoa citada não é uma autoridade no campo em questão; (ii) mesmo entre os especialistas não há consenso sobre o assunto discutido.
Referências:
Cedarblom e Paulsen: 155, Copi e Cohen: 95, Davis: 69
Autoridade Anônima Lista
Definição:
A autoridade em questão não é nomeada. Isto é uma forma de apelo à autoridade porque quando a autoridade não é nomeada é impossível confirmar se se trata de um perito. Esta falácia é tão comum que merece uma menção especial.
Uma variante desta falácia é o apelo ao rumor. Como a fonte do rumor é, em regra, desconhecida, não é possível